By JackBran Consultoria Ltda.




 

 

 

 

                          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  • TEMA: ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

      

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    Novo estudo sobre relação entre câncer e comida alarma o mundo

      

     Reuters

     LONDRES - Cientistas não sabem que impacto os alimentos com altos níveis de acrilamida causam à saúde, mas a indústria alimentar deve minimizar a quantidade do conhecido carcinógeno animal em seus produtos, disse um importante especialista na quarta-feira.

    Pesquisadores suecos espalharam o medo alimentar em todo o mundo, ao divulgar um novo estudo que mostra que a acrilamida é formada em concentrações muito altas quando alimentos ricos em carboidratos, como arroz, batatas e cereais, são fritos ou assados.

    "Não sabemos com certeza qual é o impacto sobre a saúde humana desses níveis de acrilamida nos alimentos, mas como ela é um conhecido carcinógeno animal, é prudente que sua formação durante o preparo ou produção de alimentos seja minimizada'', disse o professor David Phillips, especialista em agentes causadores de câncer da entidade britânica Cancer Research UK.

    "Esse é um estudo interessante e importante'', acrescentou ele em um comunicado.

    Autoridades da agência de segurança alimentar da Suécia disseram que um saco de batatas fritas pode conter uma quantidade da substância até 500 vezes superior ao nível permitido na água potável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As batatas fritas vendidas por redes de fast-food possuem até 100 vezes mais acrilamida do que o limite da OMS.

    Eles informaram que o composto sólido incolor é formado durante o processo de cozimento e poderia explicar alguns casos de câncer associados a alimentos. É produzido desde 1950 e usado, principalmente, para tornar a água potável mais clara.
             
    O cozimento na água dos mesmos produtos não forma acrilamida, segundo o estudo sueco.

    Phillips disse que já se sabe que a dieta ocidental, rica em gordura, leva a tipos de câncer diferentes daqueles em outras partes do mundo.

    "É provável que muitos aspectos de nossa dieta, em vez de um único culpado, sejam responsáveis por isso'', acrescentou ele.


              
    NOVA RESPONSABILIDADE

     Phillips afirmou que o conselho para os consumidores é o mesmo - comer muitas frutas, verduras e legumes frescos e evitar alimentos cozidos em excesso ou queimados para reduzir o risco da doença.

    "Para a indústria de alimentos, há agora uma responsabilidade de monitorar a formação de acrilamida em produtos alimentares e encontrar formas de minimizar sua formação'', acrescentou.

    Gene Grabowski, porta-voz do Grocery Manufacturers of America, grupo que representa companhias de alimentos, bebidas e produtos de consumo, disse que ``há dados insuficientes que justifiquem a mudança de hábitos alimentares dos consumidores''.

               " Essa pesquisa não foi publicada em uma revista científica, sob revisão de seus colegas, o que é alguma indicação de que devemos ter certa cautela antes de reagir de forma exagerada'', disse ele.

                Mas Ake Bergman, chefe do departamento de química ambiental da Universidade de Estocolmo, afirmou que o estudo foi submetido e aprovado para publicação no Journal of Agricultural and Food Chemistry, da Sociedade Química Americana.
             
    Os resultados do estudo, baseado em mais de 100 amostras de alimentos, foram divulgados durante uma coletiva de imprensa, mas os cientistas afirmaram que a pesquisa não é extensa o suficiente para a agência alterar as recomendações alimentares atuais ou pedir a retirada de nenhum produto das prateleiras de supermercados.

              
    Leif Busk, chefe do departamento de pesquisa da agência alimentar sueca, afirmou que as descobertas se aplicam a todo o mundo, não só à Suécia, uma vez que a matéria-prima usada na análise não apresentou traços de acrilamida.

      

     Texto 2

  • Consumo de peixes contaminados por mercúrio eleva riscos cardíacos

    Agência EFE

    24/04/2002

     
    As pessoas com níveis elevados de mercúrio no corpo, consequência do consumo de peixe contaminado, têm mais chances de morrer por problemas cardiovasculares, segundo um estudo apresentado nos EUA hoje, quarta-feira


               
    O estudo, realizado na Finlândia, afirma que embora comer peixe seja saudável, alguns peixes, especialmente predadores de grande porte, podem conter níveis altos de mercúrios se se alimentaram de animais menores contaminados.
               
    Nos 2.005 homens sem doenças cardiovasculares estudados durante 12 anos, comprovou-se que os 25 por cento com maiores índices de mercúrio apresentavam, por sua vez, risco 60 por cento maior de morrer por males cardíacos.

                
    A pesquisa, denominada Estudo dos Fatores de Risco das Doenças Isquêmicas da Coração (KIHD, em sea sigla em inglês), foi apresentada hoje no Fórum Científico da Ásia e do Pacífico da Associação Cardíaca dos EUA, em Honolulu, Havaí.
               
    As concentrações elevadas de mercúrios foram medidas no cabelo das pessoas estudadas, onde pode-se detectar a forma tóxica do elemento.

    As análises do cabelo mediante técnicas de espectrometria revelam a concentração de mercúrio e outros metais perigosos.
              
    Alguns cientistas acham também que as amálgamas utilizadas para as pastas dentais, muitas das quais contêm mercúrio, podem contribuir para o aumento da toxicidade.

              
    No entanto, isso não pôde ser comprovado. Outros pesquisadores afirmam que a forma de mercúrio que se utiliza nas clínicas dos dentistas é inorgânica e não pode ser absorvida pelo corpo.
             
    "Embora o consumo de peixe possa ser benéfico em geral, alguns peixes podem conter mercúrio em quantidades maléficas para as pessoas", explicaram Jukka Salonen, professor de epidemiologia na Universidade de Kuopio, na Finlândia.
                 
    O estudo deste centro acompanhou a evolução de 2.005 homens durante 12 anos, depois de ser divididos em quatro grupos em função das concentrações de mercúrios medidas no cabelo.

    No grupo de 25 por cento em que se detectaram maiores níveis de mercúrio se encontrou também 60 por cento de aumento no risco de morte por doenças cardiovasculares.

    Este grupo tinha também os maiores riscos de morte por falha cardíaca congestiva -incapacidade do coração de bombear adequadamente sangue, que provoca um acúmulo do líquido em algumas partes do corpo- e por infartos de tipo cardíaco ou cerebral.

    "Os homens que consumiram 30 gramas ou mais de peixe ao dia tinham uma concentração 56 por cento maior de mercúrio no cabelo que os que consomem menor quantidade", explicou Salonen.

    O cientista explicou em Honolulu que os peixes que ocupam um posto mais elevado na cadeia alimentar marinha, os predadores de grande porte, apresentam maiores concentrações de mercúrio em sua carne.

    Na parcela de 20 por cento de maior concentração de mercúrio no cabelo se encontrou também 32 por cento de aumento na rapidez com que as paredes internas das artérias entopem, a denominada arterioesclerose.

    Segundo os cientistas finlandeses, a ação do mercúrio poderia neutralizar o efeito benéfico que se atribui ao consumo de peixe para as doenças cardíacas e a arterioesclerose.

    Alguns estudos afirmam que os óleos contidos no peixe têm propriedades benéficas contra as doenças do coração, que são as que mais mortes provocam nos países desenvolvidos.

    "Os resultados do estudo de Kuopio são intrigantes, mas preliminares, e devem ser vistos no contexto de outros estudos que mostram um claro benefício cardiovascular no consumo regular de peixe", afirmou Barbara Howard, chefe da comissão de nutrição da Associação Cardíaca Americana.

      

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    Alterações na dieta infantil podem levar à obesidade

    Agência EFE

     

    Pesquisadores da Universidade de Buffalo, em Nova York, que fizeram experiências com ratos, apresentaram os resultados de seus estudos no encontro de Biologia Experimental que acontece em New Orleans, Geórgia.
             
    "A descendência da primeira geração feminina alimentada com uma dieta rica em carboidratos desenvolveu níveis elevados de insulina no sangue e obesidade", explicou Mulchand Patel, um dos cientistas da Universidade de Buffalo.

              
    Patel, que considera esta "programação metabólica" hereditária, afirma que o estudo oferece uma nova perspectiva a respeito da obesidade.
             
    "Sempre estivemos mais atentos ao que pode vir a ocorrer mais adiante na vida e quem sabe deveríamos dar mais atenção ao papel desempenhado pela programação metabólica" nas primeiras semanas de vida, disse o cientista no encontro de New Orleans.
            
    Na sua opinião, o tipo de alimentação dada aos bebês pode fazer uma programação do metabolismo que, futuramente, favoreceria o aparecimento de doenças como a obesidade e o diabetes, acrescentou.

    "A superalimentação com uma fórmula infantil e a introdução antecipada de alimentos substitutos, como cereais, frutas e sucos, que são ricos em carboidratos, podem ser os culpados" do posterior desenvolvimento destas doenças, explicou o pesquisador A programação metabólica é uma nova disciplina que começou a ser estudada em mães que apresentavam subnutrição.
               
    EEste tipo de caso resultou, muitas vezes, em crianças com um baixo peso e um risco maior de contrair doenças crônicas na vida adulta.

    Alguns estudos demonstraram que a má nutrição e a restrição calórica da gestante, antes ou depois do parto, geram conseqUências a longo prazo para as crianças, como o aparecimento de doenças na fase adulta de suas vidas.

    Com o novo tudo comprova-se que os filhotes de ratos que receberam fórmula alimentar rica em carboidratos desenvolveram, mais tarde, doenças relacionadas ao sobrepeso.

     

     

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    Farinha de trigo terá adição de ácido fólico para ajudar na prevenção da mielomeningocele

     

    Agência Brasil

    22/04/2002/span>

     

    A informação é da diretora de Coordenação da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Denise Coitinho.

    "As indústrias estão colaborando com a medida e já estão mobilizadas", disse Coitinho, alertando que a ausência do ácido fólico na mulher em idade reprodutiva é muito perigosa. Ela precisa entrar na gravidez já com boas reservas da substância, para não correr o risco de gerar um bebê com a doença", explicou.
              
    Segundo ela, as crianças que nascem com o mal têm que ser submetidas a cirurgias quase que uma vez por ano para minimizar as conseqüências da doença e mesmo assim ainda ficam impossibilitadas de andar.
            
    "A farinha de trigo e o milho não são veículos de ácido fólico e foram escolhidos por serem produtos de consumo em alta escala e barato.
           
    Também foi levado em conta que a adição dessa substância não modificaria o sabor, a cor e nenhuma outra característica", explicou Denise Coitinho, lembrando que o custo da adição da substância aos produtos chega a R$ 0,00046 para cada quilo de farinha.
            
    O ácido fólico é encontrado em verdura como alface e agrião, mas a quantidade é baixa. A recomendação para uma mulher grávida é de 400 microgramas diárias e 200 para a população em geral. "Na fortificação, estamos preconizando 150 microgramas para que realmente haja um aporte substancial a partir da farinha.

    O consumo em excesso não intoxica e nem traz nenhum problema para a saúde", afirmou a diretora, que anunciou um monitoramento com a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), para apurar a prevalência da doença atualmente e, ao longo dos próximos cinco anos, já com a inclusão do ácido nos dois produtos para medir a redução da mielomeningocele.

    Denise disse ainda que já existem estudos que apontam o ácido fólico como uma substância preventiva a doenças cardiovasculares. "São recentes, mas que mostram benefício para a população em geral", frisou.