Escrever poesia é escancarar a alma e a lucidez para que possamos fazer-nos compreender frente à vastidão do mundo que nos rodeia...

 

É um buscar sempre compreender os porquês de nossa pequenez, apesar de saber que somos o mundo. Resulta daí nossa indignação frente aos abusos que vemos em nossa sociedade, quando pessoas, à nossa semelhança, são relegadas à nulidade social, tombam como as folhas das árvores no outono...

 

Buscar respostas que, muitas vezes, se encontram frente a nossos olhos, mas que a correria nos faz ignorar.

 

Brincar de escrever palavras é jogar com a mais humana de nossas habilidades: pensar e passar para o papel aquilo que não é real, mas que poderia sê-lo; o onírico, mas palpável; o imaginário, que nasce por um passe de mágica...

 

Ver-se diante do mar em que o maior dos homens desaparece; ouvir a canção que mais aprecia e viajar não se sabe para onde, apesar de desejá-lo; ou ser tragado pelo tempo, mas levar dele as experiências que só a nós pertencerá....

 

Antônio Jackson de Souza Brandão

 

 

 

 

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