Venta vento

                                                                     
O vento venta
neste instante
O suor escorrido seca
Aberta está a porta
polens entram agora
Lá fora, o sol brilha
seu calor já esteve
aqui
seus cabelos soltos escorrem pelos [ombros nus
O chão quente
espalha o hálito morno
O frêmito que
a cobre toda
O pulsar é intenso
tenso fica o ar
mar parece
viagem
lenço!
Dentes alvos que agarram
vêm a buscar...
O quê? A quem?
Quiçá ninguém!
Outros tantos querem
mas
seu vestido não vi
é lindo
balança e o céu reflete
Suspira ao sentir o vento
ao rosto
respira mais forte e
inspira as ondas
do mar
em seu eterno balançar!

 

                                                    à V.C.

 

© Antônio Jackson de Souza Brandão