ЈαскВяаn Consultoria Ltda.

                  

 

 

 

Não sou mais aquele menino

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não sou mais aquele menino

que acreditava poder mudar o mundo

Os sonhos foram se esvaindo

Como as rugas em

Meu rosto aparecendo

Ao olhar o sol

As imagens recobrem-se

Revelando coisas escondidas

 

As árvores caem todos os dias

Arrancadas de seu imobilismo

De ir e vir

Outras, lá longe, a vêem e de

Pavor permanecem paradas:

Não querem tombar também

 

Não adianta mais cercar minhas

Árvores com pequenas cercas

Sei que elas não protegem nada

É só dar as costas

E elas não estão mais lá

 

As outras acenam-lhe seu triste

Lamento de ser a próxima

Que fazer?

Não dá mais para esperar

 

O menino está sozinho,

Ninguém vela por ele

É mais um numa multidão

De árvores à espera

De ser a próxima

  © Antônio Jackson de Souza Brandão