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Não sou mais aquele menino
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Não sou mais aquele menino
que acreditava poder mudar o mundo
Os sonhos foram se esvaindo
Como as rugas em
Meu rosto aparecendo
Ao olhar o sol
As imagens recobrem-se
Revelando coisas escondidas
As árvores caem todos os dias
Arrancadas de seu imobilismo
De ir e vir
Outras, lá longe, a vêem e de
Pavor permanecem paradas:
Não querem tombar também
Não adianta mais cercar minhas
Árvores com pequenas cercas
Sei que elas não protegem nada
É só dar as costas
E elas não estão mais lá
As outras acenam-lhe seu triste
Lamento de ser a próxima
Que fazer?
Não dá mais para esperar
O menino está sozinho,
Ninguém vela por ele
É mais um numa multidão
De árvores à espera
De ser a próxima
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