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Com
a queda do Império Romano do Ocidente (476) e a penetração
das tribos germânicas, alterou-se a estrutura demográfica e
política da Europa Ocidental;
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As tribos
germânicas pouco contribuíram para o léxico das línguas
neolatinas;
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A Igreja
inicia o processo de cristianização das tribos bárbaras que
absorvem a cultura romana, entre elas a língua latina (missionários
trabalhavam com a gramática latina);
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A Igreja
passa a ser detentora e protetora de conhecimentos a partir
dos mosteiros, abadias e igrejas;
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O latim
não só mantém sua posição de língua de erudição como também
da diplomacia e cultura, além disso, passa a ter uma
importância até maior da que possuía em seu próprio tempo;
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O grego
deixa de ser falado no Ocidente, sendo mesmo desvalorizado,
sendo necessário fazer traduções para o latim de obras de
seus autores;
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O estudo da
gramática latina foi continuado na Idade Média, cujo modelo
foram as de Donato e Prisciano que foram pouco modificadas
no período;
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Necessidade
de uma gramática universal;
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Roger Bacon
(1214-1292) teve contato com a cultura árabe e estudou
hebraico;
Os universais
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Universais
era o termo usado para designar os conceitos (idéias) de
natureza geral, enquanto os objetos empíricos (flores,
árvores, etc.) eram sempre conhecidos como entidades
individuais. Os predicados que lhe eram referentes na forma
de palavras, branco ou vermelho, eram universais. Se o
objeto é particular, o termo geral que o designa é
universal.
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Para
Anselmo (1033-1109), Tomás de Aquino
(1225-1274) e Duns Scoto (1266-1308), os conceitos
universais têm fundamento na coisa (res). Cada coisa,
além de seu elemento individual, teria algo em comum com as
demais coisas; este algo em comum, tomado em abstrato, seria
o conteúdo do conceito universal.
Sistema modístico
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Ocupados com
o modo de significar dos termos (orais ou mentais), os
gramáticos medievais são chamados, freqüentemente, de
modistas;
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Os
gramáticos modistas acreditavam numa iconicidade essencial
entre as coisas do mundo e a estrutura da linguagem (na
esteira de Aristóteles). Uma vez que a iconicidade dependia
das coisas do mundo, todas as linguagens tinham a mesma
estrutura profunda. Tentaram criar uma gramática universal
ou especulativa.
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Os modistas
destinguiam três dimensões da semiose linguística:
coisa (res),
entendimento (intellectus),
voz (vox).
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Três modos
de significação estavam associados a estas três dimensões da
semiose:
a)
modus
essendi
(modo
de ser) fornece fundamento ontológico à semiose, caracteriza
a natureza das coisas;
b)
modus
intelligendi
(modo
de entender), as estruturas essenciais são percebidas pela
mente humana através desse modo (desde a tradição
aristotélica que os conceitos são iguais para todos os
homens, sendo o resultado de impressões sensíveis externas),
o modo de ser precede o modo do entendimento, tal como na
causa precede o seu efeito (o ato de percepção e
conceitualização pelo modo ativo do entendimento (modus
intelligendi activus), as entidades mentais resultantes
pertencem ao entendimento passivo (modos intelligendi
passivus);
c)
modus
significandi
(modo
de significar), a coisa e o conceito são designados sob a
forma de palavras como resultado de um ato de imposição, a
palavra é composta por um significante vocal (vox)
que é associado a um referente (significatum).
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Apenas a
associação de um som fonético com um referente específico
faz com que a vox se transforme num signo verbal (dictio),
cuja função semântica é o modo de significação.
Por uma
imposição, o significante vocal é conectado com um referente
especifico. Este processo constitui uma relação chamada
significação (ratio significandi). A palavra
resultante é arbitrária e especifica de uma língua.
Por um
segundo ato de imposição, a palavra é associada a vários
modos de significação que derivam das suas formas
gramaticais. Todas as categorias gramaticais ou partes de
discurso são interpretadas como tendo características
semânticas gerais que se combinam com o sentido lexical
básico da palavra. A relação semântica deste modo é chamada
consignificação (ratio consignificandi). Este sentido
não é arbitrário, corresponde ao modo de entendimento dos
conceitos e é universal.
Os modos de significação são criados pelo intelecto, que
relaciona a palavra com o modo de ser da coisa. O estudo
dessas dimensões das categorias universais da linguagem
formam o núcleo da semiótica modista.
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Os modistas
foram grandes desenvolvedores da sintaxe:
a)
Nome e
verbos fundamentais para a construção sintática;
b)
Noção de
sujeito e predicado;
c)
Orações
principais x orações subordinadas;
d)
Distinção
entre substantivo e adjetivo;
e)
Definiram
melhor as preposições.