TRÄNEN DES VATERLANDES:
A GUERRA NUMA LEITURA ICONOFOTOLÓGICA
Na idealização do herói, a aristocracia enxergava a si
mesma e construía por intermédio dele seus ideais e
anseios. Em muitos textos literários, somente os nobres
existiam os outros, como párias, orbitavam em seu
entorno; não havia sequer referências aos soldados, é
como se não existissem. Se citados, seria sempre de
forma pejorativa, exaltando, ainda mais, as qualidades
dos nobres.
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A ICONOFOTOLOGIA: ENTRE O LÓGOS POÉTICO, O EIKÓN E A TECHNÉ FOTOGRÁFICA
A relação entre a imagem pictórica e a poética já possui longa tradição. Ambas caminharam juntas durante séculos, apesar dos paragoni que buscavam ressaltar a predominância de uma sobre a outra. No entanto, o que se pretende com este artigo não é tratar dessa relação, mas tentar estabelecer uma outra entre a leitura de textos literários extemporâneos (dos séculos XVI, XVII e XVIII) – restritos à poesia descritiva – e a fotografia. Obviamente, essa relação não se dará por meio dos pressupostos retóricos daquele período, devido ao anacronismo, mas a partir da recepção imagética que fazemos hoje daquelas imagens, aparentemente, descritivas. (...)
A partir do Modernismo, a arte pictórica
e a literária ampliaram seus horizontes por meio de uma verdadeira
revolução e parte desse processo deveu-se ao advento da fotografia no
século XIX. Sua repercussão verificou-se não só naquele momento como em
todo o século XX, afetando, inclusive, nossa relação com o mundo
imagético, seja no campo da artes pictóricas seja no da literatura.
Houve também, no início do século passado, uma reaproximação entre
palavra e pintura, como demonstraram alguns experimentos vanguardistas.
Hoje, por sua vez, palavra e imagem (em sua grande maioria fotográfica)
também são largamente empregadas na (e pela) linguagem publicitária.
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